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O Que é o Autismo?

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O autismo faz parte de um grupo de síndromes que afeta o desenvolvimento e a capacidade de socialização do indivíduo com outras pessoas, familiares e amigos. Esse grupo de síndromes é chamado de Transtorno Global de Desenvolvimento, TGD, e a doença do autismo pode causar problemas no desenvolvimento do crescimento e da fala, quando forem detectados ainda crianças.

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Em alguns casos é possível identificar a doença antes dos dois anos de idade e com isso já iniciar um tratamento, que permita ao paciente levar a vida normalmente, dentro do possível e aceitando as suas limitações.

A doença não apresenta cura, mas estudos realizados nos Estados Unidos chegaram a resultados próximos, mas ainda não existem medidas de tratamento ou medicamentos que possam garantir a cura da doença.

É muito importante e necessário para a eficácia do tratamento, que tanto o paciente quanto os familiares mais próximos aceitem a doença e não deixe que esse problema afete de forma devastadora a vida do paciente.

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Autismo - Causas, Sintomas e Tratamentos
Autismo – Causas, Sintomas e Tratamentos

Causas do Autismo

As causas do autismo ainda são desconhecidas, mas a pesquisa na área é cada vez mais intensa. O que se dialoga é que, o mais provável, é a existência de uma combinação de fatores genéticos e agentes externos que leva ao autismo. Eles desempenham um papel chave nas causas deste transtorno.

A Associação Médica Americana afirma que as chances de uma criança desenvolver autismo por causa da herança genética é de 50%, sendo que a outra metade dos casos pode corresponder a fatores exógenos, como o ambiente de criação.

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De qualquer maneira, muitos genes parecem estar envolvidos nas causas do autismo. Alguns tornam as crianças mais suscetíveis ao transtorno, outros afetam o desenvolvimento do cérebro e a comunicação entre os neurônios. Quanto aos fatores externos que possam contribuir para o surgimento do transtorno estão a poluição do ar, complicações durante a gravidez, infecções causadas por vírus, alterações no trato digestório, contaminação por mercúrio e sensibilidade a vacinas.

Importância de Estimular o Desenvolvimento da Criança com Autismo

O desenvolvimento da criança com autismo deve ser estimulado desde o descobrimento do transtorno. O ideal é que os pais ou responsáveis se coloquem no lugar do outro e transforme a comunicação de uma forma personalizada de interação.

Como colocar isso em prática diante de uma criança com espectro autista:

  • Você gosta de desenhar? Comunique-se com a criança desenhando e quando conseguir sua atenção verbalize o que está desenhando.

  • Você gosta de fazer construções de peças? Faça-as junto à criança, mas sem invadir o seu espaço. Dessa maneira você estará chamando sua atenção, estimulando-a.

  • Potencie a interação naquilo que a criança gosta de fazer, realizando com ele ou com ela.

  • Se a criança apresenta hipersensibilidade acústica, evite lugares com multidões.

  • Para realizar uma tarefa, dê ordens breves, claras e simples.

  • Não faça as coisas no lugar da criança, dê tempo para ela.

  • Respeite seu ritmo e seu ritual, ou seja, se a criança prefere guardar os brinquedos de uma determinada maneira, faça da mesma forma. Assim conseguirá empatia e fazer coisas juntos.

  • Reforce o que elas fazem bem. Essa forma de estimulação trata-se de qualquer coisa que a criança goste, e pode ser algumas dessas coisas:

– Comestíveis: Qualquer tipo de alimento ou bebida.

– Tangíveis: Brinquedos ou objetos que pela sua textura chamem a atenção da criança.

– Atividade: Atividades de lazer ou passatempos. Podem ser jogos ou brinquedos.

– Sociais: Elogios e adulações acompanhados de carícias.

  • Faça cartazes com desenhos de elementos básicos como comer (especificando os alimentos), tomar banho, vestir-se. Coloque esses cartazes num lugar que a criança possa ver, para que mostre para ela o que você deseja. Pode ainda perguntar a ela: o que é isso? E fale você mesmo sobre o objeto desenhado.

autismo
Autismo. Imagem:Divulgação

Austimo e Vacinas

Pesquisadores e estudiosos de casos abordam que ainda acredita-se muito que algumas vacinas possam causar autismo em crianças. Os pais podem pedir ao médico ou enfermeira que esperem ou até mesmo recusem a aplicação da vacina, porém é importante pensar também nos riscos de não vacinar a criança.

Algumas pessoas acreditam que uma pequena quantidade de mercúrio (chamada de timerosal), que é um conservante comum em vacinas multidose, causa autismo. No entanto, as pesquisas ainda não indicaram que esse risco seja verdadeiro.

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A American Academy of Pediatrics e The Institute of Medicine dos EUA concordam que nenhuma vacina ou componente dela é responsável pelo número de crianças que atualmente são diagnosticadas com autismo. Eles concluíram que os benefícios das vacinas são maiores do que os riscos. Vale ressaltar também que todas as vacinas obrigatórias durante a infância estão disponíveis em formas de doses únicas, nas quais não foram adicionadas o mercúrio.

Quantas Crinaças têm Austimo ?

O número exato de crianças com autismo é desconhecido pelas organizações mundiais. Porém, um relatório publicado pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA sugere que o autismo e seus distúrbios relacionados são muito mais comuns do que se imagina.

Não está claro se isso se deve a um aumento na taxa da doença ou à maior capacidade de diagnóstico do problema, que obteve evolução nas últimas décadas. O que é um fato importante pois o tratamento pode ser iniciado logo quando o paciente esta em sua fase infantil de vida.

Fatores de Risco para quem tem Autismo 

Como a maioria dos transtornos, o autismo também convive com fatores que são considerados de risco para o desenvolvimento do autismo. Confira quais são:

  • Sexo: meninos são de quatro a cinco vezes mais propensos a desenvolver autismo do que meninas;

  • Histórico familiar: famílias que já tenham tido algum integrante com autismo correm riscos maiores de ter outro posteriormente. Da mesma forma, é comum que alguns pais que tenham gerado algum filho autista apresentem problemas de comunicação e de interação social eles mesmos;

  • Outros transtornos: crianças com alguns problemas de saúde específicos tendem a ter mais riscos de desenvolver autismo do que outras crianças. Epilepsia e esclerose tuberosa estão entre esses transtornos;

  • Idade dos pais: quanto mais avançada a idade dos pais, mais chances de a criança desenvolver autismo até os três anos.

A maioria dos pais de crianças com autismo suspeita que algo está errado antes de a criança completar 18 meses de idade e busca ajuda antes que ela atinja 2 anos. As crianças com autismo normalmente têm dificuldade em brincadeiras, interações sociais e comunicação verbal e não verbal.

Existe também o autismo regressivo, que é quando algumas crianças que nunca apresentaram nenhum sintoma, começam a apresentar regressão de habilidades linguísticas ou sociais que já haviam adquiridas. Esse tipo de autismo é chamado de autismo regressivo.

Uma pessoa com autismo também pode ter visão, audição, tato, olfato ou paladar excessivamente sensíveis. Por exemplo, eles podem se recusar a usar roupas que não se sintam bem e ficam angustiados se são forçados a usa-las. Ter uma alteração emocional anormal quando há alguma mudança na rotina, fazer movimentos corporais repetitivos, demonstrar apego anormal aos objetos, são outros sintomas do autismo que podem variar de moderados a graves.

Respostas às Informações Sensoriais

As pessoas com autismo apresentam respostas às informações sensoriais. Elas não se assustam com sons altos, tem a visão, audição, tato, olfato ou paladar ampliados ou diminuídos, pode achar ruídos normais dolorosos e cobrir os ouvidos com as mãos para se proteger, pode evitar contato físico por ser muito estimulante ou opressivo, esfrega as superfícies, põe a boca nos objetos ou os lambe e também parece ter um aumento ou diminuição na resposta à dor.

Comportamento de quem tem Autismo

Os comportamentos de pessoas com autismo também são modificados e variáveis, como: acessos de raiva intensos, fica preso em um único assunto ou tarefa (perseverança), baixa capacidade de atenção, poucos interesses, é hiperativo ou muito passivo, comportamento agressivo com outras pessoas ou consigo, necessidade intensa de repetição e faz movimentos corporais repetitivos.

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Buscando Ajuda Médica

Crianças, em geral, dão os primeiros sinais de autismo logo no primeiro ano de vida. Se você notar qualquer sinal do transtorno em seu filho, converse com um médico. Ele poderá recomendar exames específicos. Os comportamentos da criança de alerta são:

  • Não responder com sorriso ou expressão de felicidade aos seis meses;

  • Não imitar sons ou expressões faciais aos nove meses;

  • Não balbuciar aos 12 meses;

  • Não gesticular aos 12 meses;

  • Não dizer nenhuma palavra aos 16 meses;

  • Não dizer frases compostas de pelo menos duas palavras aos 24 meses;

  • Perder habilidades sociais e de comunicação em qualquer idade.

Diagnóstico de Autismo

Para realizar o diagnóstico, o médico utiliza o critério do Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais, da Associação Americana de Psiquiatria. Segundo ele, a criança poderá ser diagnosticada com autismo se apresentar pelo menos seis dos sintomas clássicos do transtorno.

Exames

Todas as crianças devem fazer exames de desenvolvimento de rotina com o pediatra. Podem ser necessários mais testes se o médico ou os pais estiverem preocupados. Para autismo, isso deve ser feito principalmente se uma criança não atingir marcos de linguagem.

Essas crianças poderão fazer uma avaliação auditiva, teste de chumbo no sangue e teste de triagem para autismo, como a lista de verificação de autismo em crianças ou o questionário para triagem de autismo.

Complicações possíveis

O autismo pode estar associado a outros distúrbios que afetam o cérebro, como a Síndrome do X frágil, déficit intelectual e esclerose tuberosa. Algumas pessoas com autismo podem, também, desenvolver convulsões.

O Que é o Autismo?
O Que é o Autismo? Imagem:Divulgação

O estresse de lidar com o autismo pode levar a complicações sociais e emocionais para a família e os cuidadores, bem como para a própria pessoa com autismo. Por isso, acompanhamento psicológico tanto para um, quanto para o outro é essencial.

Tratamento de Austismo

Não existe cura para autismo, mas um programa de tratamento precoce, intensivo e apropriado melhora muito a perspectiva de crianças pequenas com o transtorno. A maioria dos programas aumentará os interesses da criança com uma programação altamente estruturada de atividades construtivas. Os recursos visuais geralmente são úteis.

Mas a forma de tratamento que tem mais êxito é o que é direcionado às necessidades específicas da criança. Um especialista ou uma equipe experiente deve desenvolver o programa para cada criança.

Medicamentos para Autismo

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e nunca se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Prevenção para o Autismo

Não há uma fórmula correta para prevenir o autismo, mas estudos recentes mostram que o papel da herança genética para o desenvolvimento do transtorno não é tão grande como se supunha.

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Os genes desempenham 50% das chances de uma criança vir a ter autismo. Ou seja, em pelo menos metade dos casos não há muito o que fazer contra a genética humana. Mas os outros 50% correspondem a fatores externos, muito relacionados ao ambiente em que a criança cresce e a hábitos comportamentais. Isso abre um campo enorme de pesquisa, especialmente no que diz respeito à prevenção do autismo.

Convivência com Pessoas que tem Autismo

Essa parte pode ser considerada a mais importante quando tratamos de qualquer transtorno mental. Com o autismo não é diferente, a criança que for constada com o transtorno deve receber atenção especial em toda sua vida. O respeito com esse ser humano deve ser redobrado, pois ele dependerá de mais alguém para levar uma vida boa e sem mais dificuldades causadas pelo transtorno.

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